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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

O fantástico pátio escolar para crianças com necessidades especiais

Vejam como um design bem bolado e a ajuda financeira dos amigos do JNF do Canadá transformaram o pátio da Escola de Educação Especial Ilanot, em Jerusalém, Israel em um paraíso para crianças portadoras de deficiências.


O playground foi inspirado no conto infantil The Giving Tree (A árvore generosa) de Shel Silverstein. 
Cada toque neste incrível parque produz um cenário diferente e cada compartimento foi concebido e construído para satisfazer às diversas necessidades, desafios, idades e capacidades de desenvolvimento das crianças na escola.

O conceito do design foi desenvolvido pelos arquitetos israelenses: Tali Cohen-Anderson e Arielle Blonder, que passaram por um longo processo de prototipagem para descobrir como criar um ambiente adequado a todos os alunos. 

Além de uma série de jogos interativos, o playground  propicia diversas experiências sensoriais tais como: buzinas, fontes de água rotativas e alto-falantes alongados em formato de flores.

Antes da construção deste maravilhoso pátio, as crianças da escola possuíam um quintal onde ninguém podia usá-lo, porque simplesmente não era seguro o suficiente. 

"Estamos realmente no meio de um longo processo de aprendizado", diz Arielle, acrescentando que esse playground único é um modelo que a dupla gostaria de implementar em muitos outros lugares. 

O novo pátio da escola também possui uma estufa adjacente construída para ensinar os alunos a plantar flores, ervas e legumes. Esse tipo de experiência não apenas mostra a eles como as coisas crescem, mas também lhes mostra que apesar de suas deficiências, eles ainda podem participar de atividades cotidianas, como a jardinagem.

O playground de Ilanot é realmente um maravilhoso exemplo de um espaço público arquitetado para servir as crianças, permitindo que elas usem sua criatividade de forma ilimitada . Espera-se que este protótipo sirva de modelo para muitos parques infantis. 


Fonte: Goodnet

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Cartões para crianças hospitalizadas

Para quem gosta de escrever, não há coisa mais gratificante que usar a escrita para colocar um sorriso no rosto de alguém.

Este fim de ano, procurando um programa para escrever a crianças hospitalizadas no Brasil, o qual lamentavelmente não encontrei, descobri quatro programas maravilhosos nos EUA e Reino Unido, os quais resolvi aderir e compartilhar aqui. 

Para os leitores que sabem outros idiomas e desejarem fazer a diferença na vida dessas crianças, deixo abaixo a dica. É só procurar na internet.

1 - “Send Kids The World” - Envio de cartões postais (em inglês) para crianças portadoras de doenças graves.

2 - “Cards for Hospitalized Kids” - Cartões em inglês ou espanhol para animar crianças hospitalizadas. Estes cartões são destinados a hospitais e distribuídos mensalmente.

3 - “Post pals UK” – Envio de email, carta, cartão, cartão postal e/ou presente a crianças portadoras de doenças graves (idioma – inglês). Os endereços não são das crianças.

4 - “Cardz for Kidz” – Envio de cartões para animar crianças hospitalizadas/traumatizadas em diversas partes do globo. Precisam de cartões nos seguintes idiomas: inglês, espanhol, francês, crioulo (Haiti) e português . 

Estes programas funcionam durante o ano todo e é preciso seguir as regras do programa.

Se alguém souber de um programa desse tipo aí no Brasil, que esteja aberto ao público em geral e não somente a colégios, ficaria muito grata se pudessem deixar os dados e as informações aqui no blog, nos comentários.

Aproveito para desejar a todos um feliz 2018.


domingo, 11 de setembro de 2011

Lar Batista Esperança - Uma Instituição exemplar

"O verdadeiro valor de um homem não pode ser encontrado nele mesmo, mas nas cores e texturas que faz surgir nos outros." - Albert Schweitzer.


Já imaginaram um orfanato que além de proporcionar abrigo, comida, amor, carinho, educação e assistência médica também proporcione um ofício aos jovens?

O Lar Batista Esperança (LBE) em Curitiba , sob a direção do meu querido amigo Pr. Nathaniel M. Brandão Jr. acaba de inaugurar o C.E.P.E - Centro de Educação Profissionalizante Esperança.

Cursos oferecidos (gratuitamente):

Marcenaria da Vida - curso de 6 meses - Básico - 5 vezes por semana - Para 6 jovens e adolescentes .

Inclusão Digital - Curso de 6 meses - Bem forte, com digitação, programação inical, demonstar o PC e trocar peças.. - 10 adolescentes e jovens - 5 vezes por semana.

  


Gostaria de ressaltar que este é apenas o começo, pois estão previstos muitos outros cursos, tais como:

  • Reforço Escolar: Contra turno para estudantes da 7ª, 8ª do primeiro grau.
  • Tricô, croché, artes manuais, culinária.
  • Música: Violão, contrabaixo, gaita, bateria, canto – etc..
  • Preparação para Vestibular: Intensivos de 3 meses. .
  • Idiomas: Inglês, espanhol , francês e etc...
  • Turismo: Acompanhamento de visitantes em locais turísticos.
  • Cursos de formação em veículos: mecânico, eletricista, funilaria e pintura
  • Cursos de formação para construção civil: Pedreiros, serventes, eletricistas e hidráulicos.

Parabéns pastor Nathaniel!.
Num mundo onde tantos destroem e tantos usam a religião para proveito próprio, é muito bom saber que o Sr. existe.
Que D’us lhe dê muita saúde e muitos anos de vida.
Por favor agradeça também em meu nome as mães sociais, os voluntários e todos os envolvidos nesta obra. 



quarta-feira, 9 de março de 2011

E se as crianças governassem, o mundo seria melhor?

A pergunta de minha filha soou forte. Principalmente porque nesta mesma semana as notícias eram:  protestos no Egito e a derrubada de Hosni Mubarak, protestos na Líbia e o massacre aéreo de civis por Muammar al-Gaddafi, navios do Irã desfilando no Canal de Suez numa demonstração de poder, placa na cidade de Natal proibindo as pessoas de alimentar animais abandonados num parque e por aí vai...
Refleti por alguns instantes e me lembrei de certas crianças que deixaram seus nomes gravados na história da humanidade: Severn Cullis Suzuki (12 anos), Ryan Hreljac - (6 anos), Ryan WhiteLouis BrailleIqbal Masih, o poeta de 3 anos, Mattie JT Stepaneck , Nkosi JohnsonSamantha Smith (10 anos), Tyler Page (10 anos), Jonathan Lee (13 anos)  Anne Fran(13 anos) e tantas outras...
Me veio a mente também um projeto no qual minha filha participou quando tinha 10 anos.
Foi um trabalho desenvolvido pelo colégio “Massada College” para o projeto de Remodelação de Glenside (Glenside Redevelopment project). Para conhecer melhor o projeto é só procurar por “Glenside Campus Redevelopment Designs” no youtube.
Das 4 opções oferecidas pelo governo (construção de um “playground”, áreas úmidas, parque ou pátio), as crianças optaram pelo “playground” e o tema escolhido para o trabalho foi “Inclusão”.
Pensei na capacidade destas crianças (minha filha e seus colegas de 10-12 anos).
Observem os detalhes.

Fig.1                                                                          Fig.2
Fig.3                                                                          Fig.4
    
O trabalho se deu fora e dentro da sala de aula.

Trabalho fora da sala de aula:
  1. Visita ao local onde será construído o “playground” para conhecer a área destinada ao mesmo e seus arredores.
  2. Visita a um parque infantil para analisar o que o respectivo parque oferecia em termos de divertimento e proteção (cercas, pisos).
Trabalho em sala de aula: 

Os alunos foram divididos em 4 grupos, onde cada grupo desenvolveu um "design" para o “playground” (fig.2 - grupo de minha filha). Mais tarde os grupos se reuniram para trocar idéias e elaborar o "design" final (Fig.1).

As figs. 3 e 4 mostram respectivamente as oportunidades oferecidas e as zonas de atividades.

O círculo representa a Inclusão e foi dividido em 4 áreas:

 Jardim Sensorial - Composto  por uma gruta de fadas e gnômos com cartazes escritos “Tato”, “Olfato”, “Visão” e “Audição” em diferentes idiomas e uma variedade de plantas tais como: Lavanda e lírios (olfato), Margaridas (visão), samambaias (tato) e “African Fountain grass”, um tipo de grama (audição). As crianças incluíram outras plantas, mas como a maioria não consegui traduzi-las, as omiti aqui.

Área de recreação passiva - Um tabuleiro gigante de Xadrez,  riacho com pedras e uma roldana para direcionar a água e alguns equipamentos para exercícios físicos.

Área de recreação ativa - 3 playgrounds (para crianças pequenas, crianças maiores e crianças com deficiência física). Para diferenciar os playgrounds, as crianças optaram por pisos de cores diferentes.
Estes também foram escolhidos de maneira que tivessem uma textura apropriada (para amortecer a queda).

Área de Piquenique - Inclui banheiro, monte, espaços para sentar, lugares para brincar e um palco para apresentações. 
No centro do "playground" há também uma área coberta (pérgola) com lugares para sentar e debaixo dela, um tanque de água para todos os recursos hidráulicos (chafarizes, banheiro, etc..).

Em volta do "playground", os alunos projetaram uma cerca com diversos jogos e estorinhas infantis (na parte interior) para que pais pudessem ler para seus filhos.

Por fim veio o arquiteto conversar com as crianças sobre o “design” elaborado.

Espero que os adultos responsáveis pelo projeto aproveitem algo do trabalho destas crianças, bem como do trabalho das crianças dos outros 2 colégios que também elaboraram um design para o “playground” (cada colégio apresentou o seu).

Visto o acima exposto e meditando no trabalho das crianças mencionadas aqui no blog, cheguei a conclusão que se as mesmas estivessem hoje governando, por sua tenacidade, sensibilidade e seriedade, nosso mundo poderia estar a um passo da: abolição de armas nucleares, distribuição de água potável para todos, término da fome, respeito por todos os seres vivos e a natureza, abolição da escravidão (infelizmente ainda existe e grande parte são crianças), fim da discriminação e a caminho da paz.

Eu fico com elas!