Wednesday, September 25, 2013

Quanto vale o sorriso de uma criança?

O Lar batista esperança, em Curitiba/PR está precisando de ajuda para consertar as casinhas das crianças, na Casa 1  e o parquinho em Araucária.


I - Conserto das casinhas:

Calcula-se que o custo para o conserto das casinhas seja de R$1.400,00 computando material (tinta, madeiras e telhas) + mão de obra. 

Detalhando : R$700,00 para o material e R$700,00 para mão de obra.

Seguem as fotos para que vocês vejam o que é preciso fazer.
Cliquem na imagem para ampliar.














II- Restauração do parquinho do CEPE, em Araucária.:



Considerando que alguns brinquedos poderão ser consertados, dois deles terão que ser substituídos.e o cercado, terá que ser totalmente refeito, estima-se que as despesas ficarão em torno de R$5.000,00.  Isto para que o parquinho seja totalmente restaurado.

Como ajudar?

Doando material.
Contribuindo financeiramente  (qualquer valor irá colocar o objetivo mais próximo de sua execução).
Repassando esta informação a seus amigos.

Para os que puderem e quiserem  ajudar, seguem os dados para contato:

Contato: Elias Hening
Entidade: Lar Batista Esperança
Endereço do Escritório do LBE - Rua Tcel. Manoel M Ribeiro, 233 - Bom Retiro - Curitiba
Fone: 041.8484.4923 - 041.3077.7989 -  041.9101.2901

Desde já, agradeço a todos
karen                                                       




Saturday, September 14, 2013

40 horas de privação

"Somente o desenvolvimento da compaixão e compreensão para com os outros pode nos trazer a tranqüilidade e felicidade que todos procuramos”. – Dalai Lama XIV

Todos os anos a ONG World Vision, aqui na Austrália, lança uma campanha chamada “40 hour famine” (40 horas de privação). É uma campanha para arrecadar dinheiro, a qual incentiva as pessoas, principalmente os jovens, a se privarem de certas coisas durante 40 horas para que estes se coloquem no lugar das pessoas menos privilegiadas.
Muitos colégios abraçam a campanha e  incentivam seus alunos a participar. Contudo, participa apenas quem quer.
Cada participante escolhe então o tipo de privação que irá passar e faz um “fundraise” com os amigos, parentes, etc…
É muito interessante ver o que cada um faz. 
Alguns dos jovens decidem se privar da comida enquanto outros se privam de móveis, eletricidade, tecnologia (computadores) e por aí vai.
Ano passado, minha filha decidiu se privar dos móveis. Sentou, comeu e dormiu no chão. Este ano, ela resolveu se privar da visão.
Na sexta-feira passada ela resolveu colocar a campanha em ação.
Lhe vedei então os olhos com um lenço e deixei ela se virar. Não mudei nada na casa.
Ela imediatamente começou a andar tentando apalpar as coisas para se situar.
- “Mãe, pra que lado é a sala? Direita ou esquerda?”.
Senti que estas 40 horas iriam ser bem interessantes.
Para resumir vou apenas dizer que depois dos tropeços, de dar com a cara na porta e não conseguir usar os talheres para localizar a comida no prato, numa última tentativa de fazer algo que não fosse ficar sentada ou apenas na cama ouvindo música, me pediu para que lhe trouxesse um caderno. Ela gosta de escrever estórias e poesias.
Lhe perguntei:
- Você vai escrever?.
- Sim. Posso escrever mesmo sem ver.
- E as linhas?
- Não vai ter problema.
Resolvi pagar pra ver. Vejam a foto ao lado.

Como vocês podem perceber, ela não tinha consciência do quanto a falta de visão pode nos restringir. Então tivemos uma conversa muito proveitosa sobre o assunto.
Sem dúvida foi uma experiência muito positiva para ela, a qual lhe fez refletir e até lhe rendeu uma estória.

Hoje, antes de escrever este post lhe pedi que me desse um resumo de sua experiência para passar a vocês. Vejam o que ela disse:

“Nessa experiência aprendi como viver não só como os menos privilegiados, mas como viver igual a um cego. Foi difícil e muitos me disseram que eu não iria conseguir, mas decidi fazê-lo assim mesmo, apesar de saber que não iria mais repeti-la. Foi uma experiência  chocante, a qual recomendo a todos, pois o que você aprende só por ter feito isso, muitos nesse mundo não são capazes de compreender”.

Muitas vezes precisamos nos colocar no lugar do outro para saber realmente como ele se sente.

Helen Keller já o disse:  “Até que a grande massa do povo seja preenchida com o senso de responsabilidade pelo bem-estar do outro, a justiça social jamais poderá ser alcançada”.